sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

AVANÇO E TRAIÇÃO / ADVANCE AND BETRAYAL - 05/06/1984 - SOBRE AS TRAIÇÕES SEDEVACANTISTAS

"Devido ao fato de que muitos dentre nós conhecem pouco da história do sedevacantismo, apresentamos o que Dom Williamson já escrevia sobre eles em 1984. As atitudes dos sedevacantistas são extremamente graves e os brasileiros têm obrigação de conhecer para resistir aos lobos que querem invadir os apriscos do Cristo Rei e lhe roubar as almas. Mas o principal culpado é a Roma neomodernista e neoprotestante e o concílio Vaticano II, como me lembrou Dom Williamson há poucos dias."

+ Dom Tomás de Aquino, OSB


Volume 1: The Ridgefield Letters (p. 31 a 38)

#13

5 de junho de 1984

Avanço e traição


Por Sua Excelência Reverendíssima
Dom Richard Nelson Williamson

Em maio, a visita do Arcebispo Lefebvre aos Estados Unidos desencadeou outra tremenda batalha entre Jesus Cristo e Satanás, seu eterno adversário! Desta batalha vieram boas e más notícias. Comecemos pelas boas!

Em primeiro lugar, a Fraternidade tem um novo padre americano, Pe. John Hogan de Michigan. Sua Graça, o Arcebispo Lefebvre, de 78 anos, chegou da Europa no dia 10 de maio e deu a tonsura ou ordens menores a doze seminaristas no sábado pela manhã; em 12 de maio, crismou aproximadamente 50 crianças e adultos à tarde; e deu ordens maiores aos seminaristas mais antigos no domingo pela manhã, dia 13 de maio.

Foi uma bela cerimônia, diante de um altar-mor verdadeiramente impressionante, posto (bem a tempo!) por diversos dedicados seminaristas e leigos dentro da nova igreja. Do lado de fora, o sol luzia brilhantemente para dar as boas-vindas a cerca de 500 visitantes de todo os Estados Unidos e Canadá. Segundo vários comentários feitos pessoalmente, e também frequentemente por carta, muitos estavam profundamente impressionados e tocados pela majestade e beleza do catolicismo tradicional. Em uma de suas mais nobres cerimônias, a de ordenação sacerdotal, que festa para os olhos! Que elevação para a alma! Que esperança para o futuro!

O Superior Geral da Fraternidade, Pe. Franz Schmidberger, e o Superior do mais novo Distrito da Fraternidade, Pe. François Laisney, também estavam presentes como diácono e subdiácono da missa de ordenação, acompanhando o Arcebispo. Imediatamente após a cerimônia, ambos partiram para Michigan, onde eu gostaria que muitos dos nossos pudessem ter visitado nossa igreja, o santuário São José, em Armada. Eles ficariam maravilhosamente edificados pela visão de doze padres, a maioria – mas não todos – da Fraternidade, retirando-se em silêncio por alguns dias sob a direção do Pe. Schmidberger. Eles vieram de todo os Estados Unidos e Canadá, uniram-se humildemente em oração para buscar a Deus e prosseguir em comum o árduo trabalho de salvar almas. Que esperança para o futuro! Estes sacerdotes não estão lutando por si mesmos. Mais ainda, eles têm um pai no sacerdócio, um fiel e corajoso bispo da Igreja Católica Romana! O Arcebispo Lefebvre visitou-os no meio do retiro depois de crismar numa capela não pertencente à Fraternidade em Pittsburgh, e estava preparado para falar longamente com cada um destes que quisesse vê-lo. Este é o retrato de um quadro católico atrativo e singular: o bispo entre seus sacerdotes, os sacerdotes ao redor de seu bispo.

De lá, o Arcebispo partiu para Minnesota, onde crismou aproximadamente 80 almas. Aqui, apesar de ter pintado um quadro sóbrio sobre a situação obscura em Roma, as pessoas se sentiam obviamente elevadas e tremendamente encorajadas por sua visita. Sua Graça, então, partiu para St. Mary’s, Kansas, onde passou três felizes dias crismando, conversando com vários leigos que estavam auxiliando o Pe. de la Tour (o qual administra este principal estabelecimento educacional), e realizando uma missa solene pontifical no sábado pela manhã. Uma pequena historieta está na publicação deste mês do The Angelus. Ele retornou a Nova Iorque para mais dois dias antes de voltar à Europa. Antes de partir, o Arcebispo disse que estava muito feliz com o espírito da Fraternidade, já que a encontrou florescendo no seminário, em St. Mary’s, e nos vários centros da Fraternidade que visitou.

Pe. Schmidberger, que chegou aos Estados Unidos no dia 10 de maio, passará um mês aqui até o dia 11 de junho, fazendo um longo e exaustivo tour por todo o país para se familiarizar diretamente com muitos dos empreendimentos da Fraternidade, o melhor método de construir sobre uma firme fundação a obra futura da Fraternidade neste país. Em metade de seu tour, ele está sendo acompanhado pelo novo superior na América, Pe. Laisney, cuja juventude, energia e inteligência prometem torná-lo uma grande aquisição para que a obra da Fraternidade nos Estados Unidos dê um passo importante a frente. Do meio de junho em diante, é provável que ele acampe (ao menos provisoriamente) em Dickinson, Texas, que se torna temporariamente um quartel-general para toda a Fraternidade nos Estados Unidos.

Por último – e talvez o mais importante –, Pe. Schmidberger está ansiosamente planejando estabelecer nos Estados Unidos um claustro para freiras que orem e se sacrifiquem, com a ajuda da Madre Marie-Christiane, atualmente a responsável por três carmelos florescentes na Europa ligados à Fraternidade São Pio X. Ele tem desejado ardentemente que ela venha aos Estados Unidos inspecionar dois possíveis locais para um quarto carmelo!

Madre Marie-Christiane, irmã de sangue do Arcebispo Lefebvre e freira carmelita há 56 anos, tem desejado durante o último ano e meio uma fundação nos Estados Unidos. A experiência direta de Pe. Schmidberger com a necessidade urgente de santa oração para atrair a graça de Deus sobre os Estados Unidos levou-o a apressar o anseio de longa data da irmã. Rezemos para que surta efeito!

Todos esta obra de construção e reconstrução por meio da Fraternidade é uma resistência ao demônio que ele não iria deixar em paz. Sua reação não tardou!

Numa noite de domingo, dia 20 de maio, quando o Arcebispo voltou ao seminário bem tarde da noite vindo do Kansas, um tanto cansado pela viagem, ele mal pôs o pé para fora do carro e logo recebeu uma intimação para comparecer a um tribunal civil, num processo para expulsar a Fraternidade da propriedade do seminário aqui em Connecticut, interposto pelos padres Cekada, Dolan, Jenkins, Kelly e Sanborn. Os que estavam presentes notaram e não se esquecerão jamais do semblante de dor na face do Arcebispo que, é bom lembrar, era o pai destes padres no sacerdócio. Até o momento, de acordo com o Antigo Código de Direito Canônico, qualquer um que cite civilmente [citar civilmente consiste levar alguém diante de um juiz civil - NT] um bispo católico antes de um julgamento canônico incorre em excomunhão automática (1341). Então, de acordo com o único Código de Direito Canônico que eles mesmos [os padres que interpuseram o processo contra Dom Lefebvre - NT] reconhecem, estes cinco padres estão excomungados!

Alguns dias depois, eis um acontecimento que não surpreenderia nenhum católico familiarizado com a passagem do Evangelho sobre a traição a Nosso Senhor, mas que, não obstante, causou profundo choque, sofrimento e escândalo para muitos deles: dos quatro sacerdotes recém-ordenados que livremente pediram e receberam a ordenação na Fraternidade Sacerdotal São Pio X pelas mãos de seu fundador, o Arcebispo Lefebvre, depois de, na véspera, livremente prestarem solene juramento de fidelidade a seus superiores, com as mãos postas sobre os Evangelhos, dois, na tempestuosa noite do dia 23 de maio, em meio a relâmpagos e chuva torrencial, saíram do seminário e se uniram a nove sacerdotes que haviam desertado no ano anterior e, dois dias depois, um terceiro, já ausente, anunciou que estava fazendo o mesmo. E era noite.

Alguns fatos ressaltarão a natureza deste ato. Primeiramente, agora sabemos que bem pouco tempo depois da deserção dos nove [sacerdotes] um ano atrás, estes três, de fato, disseram a alguém que tinham a intenção de mentir para alcançarem o sacerdócio. Certamente, depois de um ano inteiro suas palavras e ações no seminário tinham o caráter de persuadir a todos, sacerdotes, seminaristas, e mesmo visitantes, de que eles seriam leais à Fraternidade. Eles viveram, por um ano inteiro, uma mentira?

Em segundo lugar, na véspera de suas ordenações, de acordo com os requisitos necessários da Santa Madre Igreja, todos os três fizeram um solene Juramento de Fidelidade no altar de Deus, com suas mãos tocando os Evangelhos diante do Santíssimo Sacramento no tabernáculo aberto, jurando, entre outras coisas, que respeitosamente obedeceriam a seus superiores na Fraternidade São Pio X. O texto completo deste juramento e as assinaturas dos três acompanham esta carta.

As alterações feitas no texto por um deles sugerem que ele não estava à vontade; e, de fato, para fazer tal juramento, cada um deve ter encontrado, ou recebido de alguém, uma maneira de justificar ou racionalizar para si mesmos e para os outros o que fizeram. Entretanto, em terceiro lugar, se diante de Deus cometeram perjúrio, terem recebido as ordens sacras em tal estado terá sido um grave sacrilégio.

Em quarto lugar, ao fim da cerimônia tradicional de ordenação, cada um colocou sua mão entre as mãos do Arcebispo, que lhes perguntou em latim “Prometes-me a mim e aos meus sucessores reverência e obediência?” Cada um respondeu claramente “Promitto”, que quer dizer “Eu prometo”.

Em quinto lugar, a no mínimo aparente ruptura, após dez dias, destas promessas e juramentos solenes, vista em conjunto com todas as outras circunstâncias da última deserção, causou e continuará a causar um terrível escândalo para os católicos, não somente àqueles ligados à Tradição que suportaram e assistiram aos três porque confiaram que eles seguiriam ao Arcebispo Lefebvre em defesa da Fé, mas também a muitos outros que ainda não se ligaram à Tradição e que erroneamente, mas de modo compreensível, dirão que se a Tradição fomenta este tipo de deslealdade, não querem parte com ela.

À guisa de comentário a estes fatos, deixemos que três citações no momento sejam suficientes. No dia 27 de maio deste ano, Pe. Sanborn disse no púlpito em Traverse City, Michigan, “Estou muito contente em anunciar que três dos quatro sacerdotes que foram ordenados pelo Arcebispo Lefebvre em 13 de maio decidiram se juntar a nós. Isto me alegra porque os treinei, e nem todos os frutos de meu trabalho como reitor do seminário foram perdidos.” (Pe. Sanborn compreendeu que frutos ele reivindica serem seus?)

No dia 28 de abril do ano passado, pouco tempo depois da separação entre a Fraternidade e os nove sacerdotes, o Arcebispo Lefebvre disse no seminário a todos os seminaristas, inclusive a estes três que desertaram há pouco tempo:

Espero que façam a escolha certa. Mas devem escolher, [pois] se concordam com a posição, a atitude e a orientação do Pe. Kelly, então sigam-no. Se pensam que Monsenhor Lefebvre está correto, então sigam a atitude do Monseigneur e da Fraternidade. Mas vocês devem ser claros... honestos. Não digam: Ficarei em silêncio até depois da minha ordenação. Isto é errado! Deus sabe! É uma mentira diante de Deus... não diante de mim. Eu não sou nada. Mas diante de Deus! Vocês não podem fazer isso! Foi exatamente isto que o Pe. Dolan disse, “Eu soube ficar quieto até minha ordenação.” Não consigo compreendê-lo fazendo isso! Um futuro padre fazendo isto??

E no dia 30 de maio deste ano, um dos três últimos desertores, quando uma senhora censurou-o dizendo que um golpe como este que deram poderia ter matado o Arcebispo, replicou, “Ah, ele já está com 78 anos mesmo. Veja, sou grato a ele, porque sem ele eu não seria sacerdote”.

As pessoas podem se perguntar porque algo assim aconteceria dentro de um seminário, e se o mesmo não acontecerá novamente. A resposta é que Jesus viu as profundezas do coração do homem (João 6,65,71), e mesmo assim escolheu permitir que um Apóstolo fosse infiel. Quanto aos sacerdotes de Jesus, só podemos perscrutar os corações humanos, nas palavras do próprio rito de ordenação, “tão longe quanto a fragilidade humana nos permita conhecer”. Lá também se chega a um ponto de desconfiança, no qual o serviço de Deus para de funcionar e um seminário católico já não consegue mais operar, porque a caridade “tudo crê e tudo espera” (I Cor. 13,7). Entretanto, estamos de olhos abertos, e um seminarista já foi convidado a se retirar desde a deserção, pois, sob questionamento, compartilhava claramente o modo de pensar dos desertores.

Para fortificar sua fé, o seminário e o santuário St. Joseph novamente neste verão estão oferecendo alguns cursos dos grandes Exercícios Espirituais de Santo Inácio. Usem esta incomparável oportunidade para fortalecer sua vida espiritual, que é mais importante do que qualquer outra coisa. De nossa parte, com o auxílio de Deus, nem a Fraternidade nem o seminário sairão de seu curso, mas a despeito destas experiências ou mesmo por causa delas, ambos prosperarão como a Deus aprouver. Nosso próximo projeto é a abertura de outra missão em Long Island, onde muitos católicos encontram-se em perigo.

Que a vontade mais santa e inescrutável de Deus seja sempre adorada, e que sua Mãe Santíssima, a Virgem mais fiel, algum dia nos obtenha nestes tempos infiéis as graças da fidelidade e da lealdade!

sexta-feira, 5 de outubro de 2018

Programação de 05, 06 e 07 de outubro de 2018, fim de semana das eleições

PROGRAMAÇÃO



Sexta, 05/10/18 
20h - SANTA MISSA

Sábado, 06/10/18
07h - Peregrinação até o Convento da Penha (saída: Capela)
18h - SANTA MISSA na Capela

Domingo, 07/10/18 - dia de Nossa Senhora do Rosário e eleições
8h - SANTA MISSA na Capela

Logo após a missa iremos à Catedral rezar o Rosário público.

quarta-feira, 26 de setembro de 2018

Rosário do Oiapoque ao Chuí pelo Brasil - 07 de outubro de 2018


AOS CATÓLICOS DE TODO O BRASIL

O Rosário é apresentado pelo magistério da Igreja como um poderoso meio de santificação pessoal, de reorganização social, e grande recurso da Igreja contra todos seus inimigos. Assim como São Domingos se valeu do Rosário como de uma espada para destruir a nefanda heresia dos albigenses, assim também podemos vencer os inimigos de Nosso Senhor e de nossa Pátria.

Como alguns já sabem, os membros da Resistência Católica estão fazendo uma cruzada do Rosário pedindo a intervenção de Nossa Senhora para que os comunistas sejam derrotados nas eleições de 2018. São 24 horas por dia durante um mês.

Como seria bom se todos nós, da Resistência ou de qualquer outro grupo católico, pudéssemos DIA 7 DE OUTUBRO mostrar ao mundo todo quem queremos que reine em nosso país, quem queremos que reine e guie nossas famílias.

Reze o Rosário neste dia em locais públicos ou em procissões, marchando com ela, a temível Senhora do Rosário. Procure um padre e se confesse com ele. Que todos nós estejamos em estado de graça no dia das votações. Levem as criancinhas para rezarem o Rosário, elas são puras e podem alcançar mais graças para nosso país. Quem não participa de grupos reze em casa, sozinho ou em família.

“Queira Deus — que é um ardente desejo nosso — que esta prática de piedade retome em toda parte o seu antigo lugar de honra! Nas cidades e nas aldeias, nas famílias e nos locais de trabalho, entre as elites e os humildes, seja o Rosário amado e venerado como insigne distintivo da profissão cristã e o auxílio mais eficaz para nos propiciar a divina clemência” (Encíclica Jucunda semper de 8/9/1894).

FORA COMUNISMO!

IMACULADO CORAÇÃO DE MARIA, SEDE NOSSO AMOR!

DIVULGE O VÍDEO: #Rosário7Outubro no Brasil!


sexta-feira, 21 de setembro de 2018

Programação da visita de S.E.R Dom Tomás de Aquino OSB

PROGRAMAÇÃO

Sexta-feira, 21/09/18
18h30min - Hora Santa com meditação do Santo Rosário
20h - SANTA MISSA 
21h15min- Conferência

Sábado, 22/09/18
19h - SANTA MISSA, seguida de adoração noturna


Domingo, 23/09/18
9h - SANTA MISSA

quinta-feira, 16 de agosto de 2018

Para que Ele Reine!



Enfrentamos um grande mal em alguns lugares de nosso Brasil hoje: uma ilusão naturalista de buscar soluções no combate católico com as armas puramente humanas, em sobreposição à confiança na graça de Deus e seus frutos abundantes.

Vejo e vi almas e, em alguns casos, grupos reunirem-se com afinco para debates, conversações e reuniões onde se discutem assuntos muitas vezes excelentes, outras vezes bons, e em algumas vezes desnecessários, mas de modo geral, todos presos à uma possibilidade de combate natural e racional da complexa rede de desastres que se nos apresenta hoje no mundo, no Brasil, em nossas cidades... Algumas vezes vi nessas almas e grupos, tentarem unir a oração a esse combate intelectual. De forma tímida, é verdade, mas vi. Algumas conferências ou conversas depois, se rezava um terço. Rosário? Difícil.

Eis aí o que chamo de grande mal: essas almas e grupos deviam priorizar a graça de Deus em suas atividades, e não o priorizam. Gastam forças, energias, dinheiro e tempo em atividades que por si só não darão frutos sem a graça de Deus. Deve-se estudar? Sim. Deve-se discutir? Sim! Mas, primeiro de tudo, deve-se rezar. E rezar muito!

É tão triste ver homens de valor, de grande capacidade intelectual, de grande avanço no curso da literatura católica, mas que não dão os frutos que poderiam dar, porque não estão corretamente adubados com a oração! Rezam, mas pouco. Deviam estudar menos, e rezar mais. Esses mesmos homens, se se preocupassem prioritariamente com o Rosário quotidiano, com uma Hora Santa às quinta-feiras, com Meditação aos domingos, com Via-Sacra às sexta-feiras, e sim, depois disso, com a luta intelectual com seus debates e conferências, esses mesmos homens dariam muito mais frutos para nosso Brasil católico!

Se se formassem Apostolados da Oração, Congregações Marianas, Legiões de Maria, ao invés de formar-se associações civis, grupos de estudo, reuniões de combate político... Nosso Senhor com certeza ficaria muito mais feliz e cumularia de graças o trabalho de seus combatentes de forma muito mais abundante!

Muitos padres e santos escreveram acerca dos últimos tempos, e todos eles foram unânimes em dar os remédios: a oração! Uns com a devoção ao Imaculado Coração de Maria, outros com a devoção ao Sagrado Coração de Jesus, mas todos com a devoção. Como seria bom se nosso Brasil tivesse grupos de homens devotos e piedosos, e não apenas intelectuais! O Brasil, nossas cidades e famílias, precisam de homens que agarrem o Rosário como se fosse a última corda na queda do precipício; de homens que segurem seu manual de orações como um esfomeado segura seu único prato de comida do dia; de homens que caiam de joelhos ao mesmo número de vezes que desbloqueiam seu celular; de homens que se reúnam para fazer uma Hora Santa em reparação às ofensas aos Sagrados Corações pelo menos no mesmo número de vezes que se reúnem para ter conversas boas, mas simplesmente naturais. Só assim, apenas assim, teremos um pouco da cristandade de volta. De outra forma, estaremos gastando tempo à toa, ou pelo menos, gastando tempo precioso de forma inefeciente.

Que o Sagrado Coração de Jesus reine!


Camilo L.

sexta-feira, 10 de agosto de 2018

Fim de semana: Visita de S.E.R Dom Tomás de Aquino Ferreira da Costa, OSB

10/08 - Sexta-feira
18h - Santa Missa com Dom Tomás de Aquino, OSB
19h - Santo Rosário
20h - Santa Missa com Dom João Batista, OSB.

11/08 -Sábado
19h - Santa Missa (Dom Tomás de Aquino, OSB). 
11h - Santa Missa (Dom João Batista, OSB)

12/08 - Domingo
10h - Santa Missa (Dom Tomás de Aquino, OSB).

13/08 - Segunda-Feira (à confirmar).



Fim de semana: Visita de S.E.R Dom Tomás de Aquino Ferreira da Costa, OSB

domingo, 29 de julho de 2018

Comunicado importante sobre o padre Rodrigo Ribeiro da Silva

PAX
“Devido às atuais atitudes de inteira independência tomadas pelo padre Rodrigo Ribeiro da Silva, assim como, pela sua nova posição, a sedevacantista, nós nos vemos na obrigação de avisar aos fiéis que não nos responsabilizamos mais pelas palavras e atos do referido padre e daqueles que o seguem. Lembramos aos fiéis que Dom Lefebvre não admitia que nenhum de seus sacerdotes se recusassem a rezar pelo Papa na missa. O padre Rodrigo foi ordenado como membro da Sociedade Sacerdotal dos Apóstolos de Jesus e Maria cujo fundador, Dom Jean Michel Faure,exige de seus membros o mesmo que exigia Dom Lefebvre.
Essa é nossa posição, dos Quatro Bispos e de todos os fiéis da Resistência Católica.
Mas, ao adotar essa posição sedevacantista e a posição de completa independência, o padre Rodrigo se separa não somente de seu superior, mas também dos outros três bispos da Resistência:  Mgr Williamson; Mgr Zendejas; e Mgr Tomás de Aquino. “
+ Tomás de Aquino OSB
U.I.O.G.D

terça-feira, 24 de julho de 2018

Santa Missa Tridentina dos dias 26 a 30 de Agosto, não perca!

Quinta-feira: Santa Missa às 20h.
Confissões a partir das 19h.
Santo Rosário: 18h

Sexta-feira: Santa Missa às 20h.
Confissões a partir das 18h ou ligue marcando um horário durante o dia.
Santo Rosário: 18h

Sábado: Santa Missa às 19h.
Confissões a partir das 17h ou ligue marcando um horário durante o dia.
Santo Rosário: 18h


Domingo: Santa Missa às 9h.

Confissões antes da S. Missa até as 9h.
Santo Rosário: 8h.


Segunda: Santa Missa às 20h.

Confissões a partir das 19h.
Santo Rosário: 18h.

segunda-feira, 23 de julho de 2018

Regras intemporais da modéstia, pelos Padres Dominicanos de Avrillé

Related imageSão Paulo quer que as mulheres e os homens sejam revestidos de hábitos decorosos, vestindo-se com pudor e sobriedade. (I Tm 2, 9-10).

Santo Agostinho: Não procurai agradar pelos vossos vestidos, mas pelos vossos costumes.

Santo Tomás de Aquino: A modéstia na aparência quer que se se contente do necessário e que se não se apegue em nada à procura e ao extraordinário. Nada de vaidade, de luxo, nem de procura no vestuário; que se saiba bem que eles são antes um sinal de ignonímia que uma marca de honra.

Aos ornamentos do corpo, prefiramos aqueles da alma. (Tratado da educação dos príncipes, livro 5, cap. 17).

Nossa Senhora de Fátima disse à Jacinta em 1917: A Igreja não tem modas; Nosso Senhor não muda. Os pecados que conduzem o maior número de almas ao inferno são os pecados da carne. Virão modas que ofenderão muito a Nosso Senhor.

O que a Igreja manda?
Regras que não poderão jamais ser mudadas, mesmo hoje em dia, e que são o último limite que ela pode conceder, quer se seja na rua, em casa, ou em uma Igreja...

Não se pode considerar como sendo decente:
1-    Um vestido em que o decote ultrapasse a largura de dois dedos abaixo do nascimento do pescoço.
2-    Um vestido em que as mangas não desçam ao menos até o cotovelo.
3-    Um vestido que desça apenas abaixo de joelhos. (Carta do 23 de agosto de 1928)

Ilustração contemporânea: O Padre Pio se irava santamente quando via mulheres com roupas indecentes. Se isso ocorria na Igreja, ele as colocava para fora imediatamente.
            Ele exigia que todos, tanto os homens quanto as mulheres cobrissem os braços na Igreja, com mangas longas, e que os senhores e rapazes portassem calças compridas. (Karl WAGNER, Padre Pio, 1999, p. 14).
       O Padre Pio se horrorizava com as minissaias. Ele exigia que a saia de suas penitentes descesse até 20 centímetros abaixo dos joelhos, senão ele não as confessava. Em maio de 1966, ele recusava receber uma princesa célebre que não queria aplicar estas regras vestimentárias.
           Um dia, uma senhora de Florença, portava uma minissaia em sua casa, mas tinha colocado uma saia longa para ir à San Giovanni e se confessar com Padre Pio. O Padre a expulsou imediatamente lhe dizendo: “Por acaso os tecidos são muito caros para que a senhora não possa se vestir como convém?” A senhora, assustada, lhe responde: Mas padre, minha saia ultrapassa a medida dos meus joelhos! Verdade, diz Padre Pio, mas você trapaceia: em sua casa você usa uma minissaia e aqui você dá sinais de mulher decente. Volte para casa e retornai quando você tiver alongado as saias! (Fr. Ami DÉCORTE F.C., Padre Pio, Bierbeek, 1976, p. 138.)

Para resumir, sejam banidas: as roupas moles, transparentes, abertas (fendas) acima dos joelhos, todas aquelas que não estão conforme as exigências citadas acima.

Sobre o uso do véu: A partir do ensinamento dos apóstolos, de São Paulo (I Cor. II, IO-16) e da Tradição, as mulheres devem ter a cabeça coberta antes de entrar na Igreja. (Código de Direito Canônico, 1292, §2).

São Carlos Borromeu: Que as mulheres, quais sejam seu estado, sua classe ou sua condição, sob pena de se ver interdita a entrada na Igreja, aí venham com a cabeça coberta... O tecido que elas devem se cobrir a cabeça na Igreja, não deve ser fino, mas grosso, é necessário que ela cubra inteiramente os cabelos...

São Paulo: A mulher deve, por causa dos anjos, ter sobre sua cabeça um sinal de sujeição... Se alguém se agrada em contestar, nós não temos este costume, igualmente as Igrejas de Deus. (I Cor. 11, 10-16).

Ilustração: São Vicente Férrer o.p. (+1419) fez numerosos milagres em Gênova, mas nos conta o genovês Teccheti: Ele operou aí o maior prodígio que ele pode ter jamais feito, este foi de desenraizar para sempre o abuso reinante entre as mulheres de ir à Igreja com a cabeça descoberta.

Tertuliano diz, que pelo véu, a mulher: reveste uma armadura de pudor, cava ao redor dela uma fossa de proteção, fecha-se atrás de um muro que não deixa ultrapassar nem seus olhares nem aquele dos outros...

Sobre as calças compridas: Está escrito na Sagrada Escritura que a mulher não deve  utilizar uma roupa de homem (Deuteronômio, 22, 5), a fortiori, em um lugar santo.

O Cardeal Siri, arcebispo de Gênova, endereçava a toda sua diocese e a seu clero uma grave advertência, em 12 de junho de 1960:

O Aspecto moral deste uso (da calça) não pode que Nos inquietar (...). Duas coisas são necessárias a modéstia de um vestuário: que ele cubra o corpo e que ele dissimule as formas. Uma calça cobre o corpo de maneira menos insuficiente que a maior parte das saias de nossa época, isso é um fato, mas é um fato que não é suficiente para inocentá-la.

Pois, por natureza, a calça molda o corpo, bem mais que uma saia. O uso de calça por uma mulher é então imodesta em razão de sua estreiteza (...) sem portanto o exagerar nem o considerar como o aspecto o mais grave.

Com efeito, há um outro aspecto no porte da calça por mulheres que Nos parece o mais grave. Eis os três elementos:

I – O hábito masculino utilizado por uma mulher altera a mentalidade feminina, (...) a maneira de se vestir tem uma fortíssima influência sobre o comportamento e sobre o estado de espírito, a mudança das vestes modificará gestos e atitudes, a mentalidade interior se alinhará as vestes exteriores (...).
II- Ele leva a viciar as relações entre homens e mulheres.
III- Uma veste masculina afeta a dignidade de uma mãe aos olhos de seus filhos. (...) A criança ignora a definição de atentado ao pudor, de frivolidade ou de infidelidade; mas ele possui um sexto sentido instintivo que lhe faz adivinhar todas essas coisas, que lhe fazem sofrer e que deixa sua alma profundamente ferida (...).
Está claro que a longo termo o uso da calça pelas mulheres degrada a ordem humana. (...) Existe limites que se pode se crer autorizado ultrapassar, mas nisso se encontrará a morte. (...)

O resultado das violações da lei natural não é um novo equilíbrio humano, é, na verdade, a desordem, a instabilidade tão nociva, a assustadora esterilidade das almas, e o crescimento assustador do número de destroços humanos excluídos de toda vida social e afundando em desgosto, tristeza e abandono.
*
Avisos diversos:
Piedosa lembrança: que foi a regra de vinte séculos de cristianismo, e a expressão do bom senso elementar:
É desejável que os homens e as mulheres, nas igrejas, sejam agrupados separadamente, segundo a antiga disciplina. Código de Direito Canônico 1262, §I)
 Os genuflexórios devem servir somente para o repouso dos joelhos, como seu nome indica. (e não dos pés[1]).
Não é conveniente colocar ou retirar vestes na Igreja, se deve fazer isso discretamente, antes de entrar. Se faz calor, é necessário ensinar as crianças a suportar. No altar, o Padre e aqueles que estão no coro, sentem mais calor sob os paramentos.

Tradução feita a partir do folheto disponibilizado no pórtico do Convento dos Dominicanos de la Haye-aux- Bonshommes, em Avrillé. 




[1] NdT – Por exemplo.

terça-feira, 17 de julho de 2018

Monsenhor Lefebvre responde as questões ferventes


Monsenhor Lefebvre responde as questões ferventes
A ler tendo no espírito que a situação se agravou muito em Roma

O que se passa depois do Concílio é uma verdadeira revolução?

“Na tarde de uma longa vida – pois eu nasci em 1905, eu vejo o ano de 1990 -, eu posso dizer que esta vida foi marcada por eventos mundiais excepcionais: três guerras mundiais , aquelas de 1914-1918, aquela de 1939-1945 e aquela do Concílio Vaticano II de 1962-1965.
Os desastres acumulados por estas três guerras, e especialmente a última, são incalculáveis no domínio das ruínas materiais, mas bem mais ainda espirituais. As duas primeiras prepararam a guerra no interior da Igreja facilitando a ruína das instituições cristãs e a dominação da Maçonaria, que se tornou tão poderosa que ela penetrou por sua doutrina liberal e modernista os organismos diretores da Igreja.”
“Este tempo de missão foi marcado pela invasão gaulista (Charles de Gaulle); nós podemos constatar a vitória da Maçonaria contra a ordem católica de Pétain. Era a invasão dos Bárbaros, sem fé, nem lei.”
“Os liberais fazendo nomear papas como João XXIII e Paulo VI farão triunfar sua doutrina pelo concílio, meio maravilhoso para obrigar toda a Igreja a adotar seus erros. Tendo assistido a disputa dramática entre o Cardeal Bea e o Cardeal Ottaviani, o primeiro representando o liberalismo e o outro a doutrina da Igreja, ficava claro após o voto dos oitenta cardeais que a ruptura estava consumada. E se podia sem se enganar pensar que o apoio do Papa seria para os liberais.”
“Não se deve ter medo de afirmar que as autoridades atuais depois de João XXIII e Paulo VI se fizeram colaboradoras ativas da Maçonaria judia internacional e do socialismo mundial.”
“Eu escuto dizer: ‘Você exagera! Há cada vez mais bons bispos que rezam, que tem a fé, que são edificantes...’ Eles seriam santos  (pergunta), desde que eles admitem a falsa liberdade religiosa, em conseqüência o estado laico, o falso ecumenismo, em conseqüência admitem várias vias de salvação, a reforma litúrgica, em conseqüência, a negação prática do sacrifício da Missa, os novos catecismos com todos os seus erros e heresias, eles contribuem oficialmente à revolução na Igreja e a sua destruição.”
(Extratos do Prólogo, de ao menos seis páginas, que é necessário ler absolutamente, do Itinerário Espiritual, de Monsenhor Lefebvre, pois é seu testamento no qual ele faz uma visão de conjunto impressionante sobre os eventos que ele foi testemunha privilegiada).

A questão do Cristo Rei é um ponto secundário?

“Eis o que faz nossa oposição, e é o motivo pelo qual nós não podemos nos entender. Não é antes de tudo o problema da missa, pois a missa é justamente uma das conseqüências do fato que se quis aproximar-se do Protestantismo e então transformar o culto, os sacramentos, o catecismo, etc. (Sierre, 27 de Novembro 1988, extrato “A Igreja infiltrada pelo Modernismo, o verme é na fruto, capítulo O fundamento da nossa posição, p.70)

A verdadeira oposição fundamental [com Roma] é o Reinado Social de Nosso Senhor Jesus CristoOpportet illum regnare, nos diz São Paulo. Nosso Senhor veio para reinar. Eles dizem que não, e nós dizemos que sim junto a todos os papas. Nosso Senhor não veio para se esconder no interior das casas sem delas sair. Por que os missionários deram a vida, então? Por pregar que Nosso Senhor Jesus Cristo é o único verdadeiro Deus, para dizer aos pagãos que se convertam. Então os pagãos quiseram fazer com que desaparecessem, porém eles não vacilaram em dar sua vida para continuar pregando a Nosso Senhor Jesus Cristo. Então agora teria de ser o contrário, dizer aos pagãos “vossa religião é boa, conservai-a pois, vós sois bons budistas, bons muçulmanos ou bons pagãos!”¹. É por isso que não podemos nos entender com eles, pois nós obedecemos a Nosso Senhor que disse aos apóstolos: “Ide e pregai o Evangelho até os confins da terra”. Conferência em Sierre (Suíça), em 27 de novembro de 1988. (Fideliter n° 89, Septiembre de 1992, pág. 12)

Por isso não devemos nos surpreender que não cheguemos a nos entender com Roma. Isto não será possível até que Roma não regresse à fé no reinado de Nosso Senhor Jesus Cristo, enquanto que ela siga dando a impressão de que todas as religiões são boas. Chocamo-nos em um ponto da fé católica, como o fizeram o cardeal Bea e o cardeal Ottaviani, e como se choraram todos os papas contra o liberalismo. É a mesma coisa, a mesma corrente, as mesmas ideias e as mesmas divisões no interior da Igreja. (Sierre, 27 de Novembro 1988, extrato “A Igreja infiltrada pelo Modernismo, o verme é na fruto, capítulo O fundamento da nossa posição, p.70)

Há uma “Igreja Conciliar”?

“É uma prova a mais que esta nova Igreja, que eles passaram a qualificar de “conciliar” (expressão empregada por Dom Benelli ele mesmo na carta de 25 de junho de 1976)”, se destrói ela mesma. “A Igreja que afirma tais erros é ao mesmo tempo cismática e herética. Esta Igreja conciliar não é católica. Na medida em que o Papa, os bispos, sacerdotes e fiéis, aderem a esta nova Igreja, eles se separam da Igreja católica. A Igreja hoje em dia é a verdadeira igreja somente na medida onde ela continua e faz corpo com a Igreja de ontem e de sempre. A norma da fé católica é a Tradição. O pedido de Sua Excelência Dom Benelli é então esclarecedor: submissão à Igreja conciliar, à Igreja do Vaticano II, à Igreja cismática.” (Reflexões à propósito da “suspensão a divinis”, 29 de julho de 1976.

Não nos façamos ilusão acreditando que por estes pequenos freios que são dados à direita e a esquerda nos excessos da situação atual, nós assistimos a um retorno completo à Tradição. Isso não é verdade, isso não é verdade. Permanecem sempre os espíritos liberais. São os liberais que comandam Roma e eles permanecem liberais.” (Conferência aos padres, Saint-Nicolas du Chardonnet, 13 de dezembro de 1984).

O cardeal Ratzinger, que passa na mídia como sendo mais ou menos tradicional, ele é de fato um modernista.” (Retiro sacerdotal, Êcone, setembro de 1986).

“Nós tratamos com pessoas que não tem nenhuma noção da Verdade. Doravante, nós seremos constrangidos cada vez mais em agir considerando esta nova Igreja Conciliar como não sendo mais católica.” (Carta à Jean Madiran, 29 de Janeiro de 1986).

Roma perdeu a Fé, meus caros amigos, Roma está na apostasia. Isso não são só palavras, não são palavras ao vento que eu vos digo. Isso é a verdade. Roma está na apostasia. Não se pode ter confiança neste mundo de Roma, ele deixou a Igreja. Eles deixaram a Igreja. Eles deixam a Igreja. Isso é claro, claro, claro.” (Conferência do retiro aos padres, Êcone, 4 de setembro de 1987).

“Agora é o fim! Eles não são da nossa religião. É terminado, eles não são católicos...” (Conferência Êcone, 28 de outubro de 1985).

Não teremos mais nenhuma relação com o Barroux e avisamos todos os nossos fiéis para que não ajudassem mais uma obra que, daqui para frente, está nas mãos de nossos inimigos, dos inimigos de Nosso Senhor e de seu reino universal.” (Carta do18 de agosto de 1988, Conversação com Dom Marcel Lefebvre por Dom Tomás de Aquino, suplemento no boletim do Mosteiro Santa Cruz, 2011).

Não é necessário entrar na “Igreja visível”?

“Ultimamente nos disseram que era necessário que a Tradição entre na Igreja visível. Eu penso que há nisso um erro gravíssimo, gravíssimo. Onde está a Igreja visível? A igreja visível se reconhece pelos sinais que ela sempre deu para sua visibilidade. Ela é una, santa, católica e apostólica. Eu pergunto: onde estão as verdadeiras marcas da Igreja? Elas estão mais na Igreja oficial (não se trata aqui da igreja visível, se trata da igreja oficial) ou conosco, no que nós representamos, no que somos? É evidente que somos nós que guardamos a fé, que desapareceu da Igreja oficial. Um bispo crê em uma coisa, o outro não crê, a fé se diversifica, seus catecismos abomináveis contém heresias. Onde está a unidade da fé em Roma? (Retiro sacerdotal, 9 de setembro de 1988),

“Se colocar no interior da Igreja, o que isso quer dizer? Primeiramente, de qual Igreja se fala? Se é a Igreja conciliar, seria necessário que nós que lutamos contra ela durante vinte anos porque queremos continuar católicos, nós entrássemos nesta Igreja conciliar para que, por assim dizer, a rendêssemos católica. Isso é uma ilusão total. Não são os inferiores que fazem os superiores, mas os superiores que fazem os superiores.” (Entrevista Fideliter, nº70, julho-agosto de 1989).

Não há perigo de cisma em permanecer assim separados?

“O espectro do Cisma uma vez evocado dará medo aos seminaristas e as famílias e provocará a decisão de deixar a Fraternidade, ainda mais que padres, os bispos e Roma oferecem garantias para uma certa tradição. Já se pode fazer uma lista longa daqueles que nos deixaram por estes motivos.” (Carta aos padres pela saída de vários seminaristas do seminário da Argentina, Cor Unum, 16 de julho de 1989).

“A Fraternidade será acusada de exagerar os erros do Vaticano II, de criticar abusivamente os escritos e os atos do Papa e dos bispos, e de se apegar de uma maneira muito rígida aos ritos tradicionais, quer dizer, de ter uma tendência ao sectarismo, que levará um dia ao cisma.” (Carta aos membros da FSSPX, julho de 1989, citado em Sua Excelência Dom Lefebvre, Nossas relações com Roma, O Combate da Fé Católica, nº167, p.299).

É uma prioridade obter um status canônico?

“Então, existem aqueles que estariam prontos a sacrificar, eu diria, o combate da fé, dizendo: Entremos primeiramente na Igreja! Façamos tudo para entrar no quadro oficial, público, da Igreja. Calemos nosso problema dogmático. Calemos nosso combate. [...] Nós vamos entrar assim no interior da Igreja, e uma vez que nós estivermos no interior da Igreja, você vai ver, nós poderemos combater, nós poderemos fazer isso, aquilo... É absolutamente falso! Nós não entramos em um quadro e sob superiores dizendo que se vai tudo balançar logo que estivermos dentro, enquanto eles tem tudo nas mãos para nos parar. Eles tem toda autoridade. O que nos interessa primeiramente é manter a fé católica. É este o nosso combate. Então a questão canônica, puramente exterior, publica na Igreja, é secundária.” (Conferência aos seminaristas de Écône, 21 de dezembro de 1984).

“Mesmo que as mentiras de Roma conciliar são tantas vezes confirmadas pelos fatos, o jogo vale a vela (expressão que quer dizer: continua valer à pena), pois há sempre quem morda o anzol.” (Carta aos padres pela saída de vários seminaristas do seminário da Argentina, Cor Unum, 16 de Julho de 1989).

Deve-se fazer um acordo com Roma?

“Nós dizemos, nós, que, não se pode estar submissos a autoridade eclesiástica e guardar a Tradição. Eles afirmam o contrário. Isso é enganar os fiéis.” “Nós devemos estar livres de compromissos tanto em relação aos ‘sedevacantistas’ quanto em relação àqueles que querem absolutamente estar submissos a autoridade eclesiástica.” “Assim, quando nos colocam a questão de saber quando haverá um acordo com Roma, minha resposta é simples: Quando Roma recoroar Nosso Senhor Jesus Cristo. O dia em que eles reconhecerem, de novo, Nosso Senhor Rei dos povos, das nações, não seremos nós que retornaremos, mas eles que voltarão a Igreja Católica na qual nós sempre permanecemos”. (Conferência dada em Flavigny, dezembro de 1988, Fideliter nº68, março-abril de 1989).
É o fim, eu entendi. Querem nos conduzir de barco, terminado, é o fim, eu não tenho confiança. Eu tinha bem razão de não ter confiança, estão jogando conosco. Eu perdi completamente a confiança. Há uma vontade somente da parte da Santa Sé de querer nos submeter à suas vontades e as suas orientações. É inútil continuar. Nós nos opomos claramente um ao outro. (Conferência de imprensa à Écône, 15 de junho de 1988).
Se nós tivéssemos aceitado, nós estaríamos mortos! Nós não teríamos durado um ano. Teria sido necessário viver em contato com os conciliares [...].Por isso nós salvamos a Fraternidade nos distanciando prudentemente.” “Nós nos perguntamos se nós podíamos continuar esta tentativa, estando assim protegidos: isso se provou impossível. (Recomendações de Monsenhor Lefebvre antes das sagrações, Sal da Terra nº31).
“É um dever estrito para o padre que quer permanecer católico de se separar desta igreja conciliar, enquanto ela não reencontrar o caminho da Tradição do Magistério e da Fé católica”. (Monsenhor Lefebvre, Itinerário Espiritual, Tradiffusion, Bulle, 1991, p.31)
“Nossos verdadeiros fieis, os que compreenderam o problema e que justamente têm nos ajudado a seguir a linha reta e firme da Tradição e da fé, temiam as negociações que eu fiz em Roma. Diziam-me que era perigoso e que perdia tempo. Sim, claro, eu esperei até o último minuto que em Roma testemunhassem um pouco de lealdade. Não podem me cobrar por não ter feito o máximo que podia. Por isso, agora, aos que vêm me dizer: É necessário que você se entenda com Roma, creio que posso lhes dizer que eu fui mais longe do que poderia ter ido.”

“Nós não terminamos de combater. Eu desaparecendo, meus sucessores terão ainda que combater. Mas Deus pode tudo.” (Entrevista, Fideliter nº79,de janeiro-fevereiro de 1991).

O novo direito canônico é aceitável?

“Então, o que nós devemos pensar disso? Bem... é que este direito canônico é inaceitável”. (COSPEC 99B, 14 de março de 1983).
“É com o objetivo de vir em ajuda de Vossa Santidade que nós lançamos um grito de alarme, tornado mais veemente ainda pelos erros do Novo Código de Direito Canônico, para não dizer as heresias, e pelas cerimônias e discursos pela ocasião do quinto centenário do nascimento de Lutero. A medida está cheia.” Carta de NN.EE Dom Lefebvre e de Castro Mayer ao Papa do 21 de Novembro de 1983.

O que pensar da nova profissão de fé imposta a todos os superiores reconhecidos 
canonicamente?

“Os erros do Concílio e suas reformas permanecem a norma oficial consagrada pela profissão de fé do Cardeal Ratzinger de março de 1989.” (Monsenhor Lefebvre, Itinerário Espiritual, p. 10-11)
“A nova profissão de Fé que foi redigida pelo cardeal Ratzinger contém explicitamente a aceitação do Concílio e de suas conseqüências. É o concílio e suas conseqüências que destruíram a Santa Missa, destruíram nossa Fé, que destruíram os catecismos e o reino de Nosso Senhor Jesus Cristo nas sociedades civis. Como nós podemos aceitá-lo! [...] Nós temos que guardar a fé católica, protegê-la por todos os meios.” (Dom Lefebvre, Le Bourget, 19 de novembro de 1989.
“Por exemplo, o fato da profissão de fé que é agora reclamada pelo cardeal Ratzinger depois do começo do ano de 1989. É um fato gravíssimo, pois ele pede a todos aqueles que fazem acordo, ou que poderiam o fazer de fazer uma profissão de fé nos documentos do Concílio e nas reformas pós-conciliares. Para nós é impossível.” “Quando eles dizem que eles não se acovardaram, isso é falso. Eles abriram mão da possibilidade de contrariar Roma. Eles não podem dizer mais nada. Eles devem se calar por causa dos favores que lhes foram dados por Roma. É para eles impossível denunciar os erros da Igreja conciliar”. (Entrevista, Fideliter,nº 79, janeiro-fevereiro 1991).
“Nós permaneceremos fiéis ao juramento antimodernista, juramento que São Pio X nos manda pronunciar. [...] Se nos receberá com o juramento nas mãos, ou então nós permaneceremos o que nós somos [quer dizer sem ser reconhecidos].” (Sermão das ordenações, Écône, 27 de junho de 1989).

Quando os bispos sagrados por Dom Lefebvre ou seus sucessores poderiam colocar seu episcopado nas mãos do papa?

“Eu vos conferirei esta graça, confiando que, sem tardar, a Sé de Pedro será ocupada por um sucessor de Pedro perfeitamente católico, nas mãos do qual vós depositareis a graça de vosso episcopado para que ele a confirme.” (Carta aos futuros Bispos, 29 de agosto de 1987).  

(Texto compilado pelos Padres Dominicanos de Avrillé, com uma pequena adição¹ segundo o original)