domingo, 28 de junho de 2020

Os quatro bispos resistentes declaram apoio a Dom Viganò

Queira Deus que muitos bispos amigos de Viganò tomem a espada dele para lutar pela Igreja
A Sua Excelência, o Arcebispo Viganò,
Há vários dias, um dos quatro bispos que se esforçam dentro da Igreja para manter a defesa da Fé de acordo com o exemplo dado por Dom Lefebvre, escreveu uma carta de felicitação e apoio a sua carta do 9 de Junho, na qual o senhor remete ao Concílio Vaticano II (1962-1965) a atual crise da Igreja. Com esta nova carta à sua excelência, todos os quatro bispos desejam expressar-lhe publicamente as mesmas felicitações e apoio em suas difíceis circunstâncias atuais. Essencialmente repetimos o que escreveu Dom Tomás, com alguma abreviação.
É um dever de consciência diante de toda a Igreja que esta carta venha dar-lhe apoio público em sua recente denúncia da crise que atravessa a Igreja e de suas origens no Concílio Vaticano II. Santo Tomás de Aquino ensina que não há obrigação de dar testemunho público de Fé em todo o momento, mas quando a Fé está em perigo, então há um grave dever de professá-la, inclusive com o risco de perder a própria vida. 
Pode alguém hoje em dia negar a crise sem precedentes da Igreja Católica, que golpeia profundamente o sacerdócio católico?. Entretanto, os sacerdotes verdadeiramente católicos são absolutamente necessários para o Santo Sacrifício da Missa e para a manutenção da sã doutrina. Quando as autoridades legítimas da Igreja se negam a atuar de acordo com a intenção da Igreja, nenhum bispo pode simplesmente resistir na Fé, como um leigo o faria. Diante de Deus, de quem recebemos nosso episcopado, declaramos por nossa consagração com a plenitude da ordem Sagrada que na presente crise não somente é lícito senão que é nossa obrigação usar estes poderes para o bem das almas.  
Em sua carta de 6 de Junho, com uma claridade e sinceridade admiráveis, Vossa Excelência reconhece como o clero e os fiéis católicos foram enganados quando o Concílio introduziu novas direções originadas na conjuração anticristã. É doloroso observar a lamentável cegueira de tantos colegas no episcopado e no sacerdócio que não vêem, ou não querem ver, a crise atual e a necessidade de resistir ao modernismo que agora reina soberano, e a seita conciliar que está nos níveis mais altos da Igreja. Esta resistência é totalmente legal e de acordo com a vontade da Igreja de sempre. Um bispo deve, com efeito, cumprir a missão que lhe foi dada: transmitir tudo o que possa e deva transmitir pela plenitude de suas ordens para a conservação da Fé: Tradidi quod et accepi. 
Pelo seu antiliberalismo e antimodernismo, em junho de 1988, o arcebispo Marcel Lefebvre e o bispo Antônio de Castro Mayer, para salvar o tesouro da Tradição Católica do modernismo e da Missa Nova e das reformas do Concílio procederam a consagração de quatro bispos, na chamada "Operação sobrevivência", garantindo assim que a graça e a doutrina imutável seriam transmitidas. Como seus herdeiros, queremos expressar nossa sincera adesão à posição de Vossa Excelência, ditada por sua fidelidade a Igreja de todos os tempos. Não queremos fazer outra coisa senão beber da mesma fonte, que é a Santa, Católica e Apostólica Igreja Romana, fora da qual não há salvação. 
E se alguém nos pergunta quando haverá um acordo com as autoridades de Roma, nossa resposta é simples: quando Roma retorne a Nosso Senhor. No dia em que os oficiais romanos reconhecerem de novo Nosso Senhor como Rei de todos os povos e nações, nesse dia não seremos nós que retornaremos a Igreja, mas aqueles que tentaram derrubar a Igreja Católica da qual nunca saímos, eles  que retornarão. Enquanto isso, nós julgamos que opondo-nos publicamente e abertamente e resistindo aos erros do Concílio e àqueles que o promovem, estamos prestando o mais necessário serviço à Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo.  
Que a Santíssima Virgem, Nossa Senhora, que em Fátima nos advertiu da gravidade da hora atual, conceda ao Papa e aos bispos do mundo inteiro as graças necessárias para que se faça a consagração da Rússia a seu Imaculado Coração, e para que se difunda por todas as partes a devoção reparadora dos Cinco Primeiros Sábados, de modo que se abandone o modernismo e que as almas retornem à Fé Católica, íntegra e inviolada, sem a qual é impossível agradar a Deus. 
Que Deus abençoe Sua Excelência Dom Carlo Maria Viganò.
Dom. Jean-Michel Faure
Dom. Tomás de Aquino
Dom. Richard Williamson
Dom. Gerardo Zendejas.

Nenhum comentário:

Postar um comentário