terça-feira, 17 de julho de 2018

Monsenhor Lefebvre responde as questões ferventes


Monsenhor Lefebvre responde as questões ferventes
A ler tendo no espírito que a situação se agravou muito em Roma

O que se passa depois do Concílio é uma verdadeira revolução?

“Na tarde de uma longa vida – pois eu nasci em 1905, eu vejo o ano de 1990 -, eu posso dizer que esta vida foi marcada por eventos mundiais excepcionais: três guerras mundiais , aquelas de 1914-1918, aquela de 1939-1945 e aquela do Concílio Vaticano II de 1962-1965.
Os desastres acumulados por estas três guerras, e especialmente a última, são incalculáveis no domínio das ruínas materiais, mas bem mais ainda espirituais. As duas primeiras prepararam a guerra no interior da Igreja facilitando a ruína das instituições cristãs e a dominação da Maçonaria, que se tornou tão poderosa que ela penetrou por sua doutrina liberal e modernista os organismos diretores da Igreja.”
“Este tempo de missão foi marcado pela invasão gaulista (Charles de Gaulle); nós podemos constatar a vitória da Maçonaria contra a ordem católica de Pétain. Era a invasão dos Bárbaros, sem fé, nem lei.”
“Os liberais fazendo nomear papas como João XXIII e Paulo VI farão triunfar sua doutrina pelo concílio, meio maravilhoso para obrigar toda a Igreja a adotar seus erros. Tendo assistido a disputa dramática entre o Cardeal Bea e o Cardeal Ottaviani, o primeiro representando o liberalismo e o outro a doutrina da Igreja, ficava claro após o voto dos oitenta cardeais que a ruptura estava consumada. E se podia sem se enganar pensar que o apoio do Papa seria para os liberais.”
“Não se deve ter medo de afirmar que as autoridades atuais depois de João XXIII e Paulo VI se fizeram colaboradoras ativas da Maçonaria judia internacional e do socialismo mundial.”
“Eu escuto dizer: ‘Você exagera! Há cada vez mais bons bispos que rezam, que tem a fé, que são edificantes...’ Eles seriam santos  (pergunta), desde que eles admitem a falsa liberdade religiosa, em conseqüência o estado laico, o falso ecumenismo, em conseqüência admitem várias vias de salvação, a reforma litúrgica, em conseqüência, a negação prática do sacrifício da Missa, os novos catecismos com todos os seus erros e heresias, eles contribuem oficialmente à revolução na Igreja e a sua destruição.”
(Extratos do Prólogo, de ao menos seis páginas, que é necessário ler absolutamente, do Itinerário Espiritual, de Monsenhor Lefebvre, pois é seu testamento no qual ele faz uma visão de conjunto impressionante sobre os eventos que ele foi testemunha privilegiada).

A questão do Cristo Rei é um ponto secundário?

“Eis o que faz nossa oposição, e é o motivo pelo qual nós não podemos nos entender. Não é antes de tudo o problema da missa, pois a missa é justamente uma das conseqüências do fato que se quis aproximar-se do Protestantismo e então transformar o culto, os sacramentos, o catecismo, etc. (Sierre, 27 de Novembro 1988, extrato “A Igreja infiltrada pelo Modernismo, o verme é na fruto, capítulo O fundamento da nossa posição, p.70)

A verdadeira oposição fundamental [com Roma] é o Reinado Social de Nosso Senhor Jesus CristoOpportet illum regnare, nos diz São Paulo. Nosso Senhor veio para reinar. Eles dizem que não, e nós dizemos que sim junto a todos os papas. Nosso Senhor não veio para se esconder no interior das casas sem delas sair. Por que os missionários deram a vida, então? Por pregar que Nosso Senhor Jesus Cristo é o único verdadeiro Deus, para dizer aos pagãos que se convertam. Então os pagãos quiseram fazer com que desaparecessem, porém eles não vacilaram em dar sua vida para continuar pregando a Nosso Senhor Jesus Cristo. Então agora teria de ser o contrário, dizer aos pagãos “vossa religião é boa, conservai-a pois, vós sois bons budistas, bons muçulmanos ou bons pagãos!”¹. É por isso que não podemos nos entender com eles, pois nós obedecemos a Nosso Senhor que disse aos apóstolos: “Ide e pregai o Evangelho até os confins da terra”. Conferência em Sierre (Suíça), em 27 de novembro de 1988. (Fideliter n° 89, Septiembre de 1992, pág. 12)

Por isso não devemos nos surpreender que não cheguemos a nos entender com Roma. Isto não será possível até que Roma não regresse à fé no reinado de Nosso Senhor Jesus Cristo, enquanto que ela siga dando a impressão de que todas as religiões são boas. Chocamo-nos em um ponto da fé católica, como o fizeram o cardeal Bea e o cardeal Ottaviani, e como se choraram todos os papas contra o liberalismo. É a mesma coisa, a mesma corrente, as mesmas ideias e as mesmas divisões no interior da Igreja. (Sierre, 27 de Novembro 1988, extrato “A Igreja infiltrada pelo Modernismo, o verme é na fruto, capítulo O fundamento da nossa posição, p.70)

Há uma “Igreja Conciliar”?

“É uma prova a mais que esta nova Igreja, que eles passaram a qualificar de “conciliar” (expressão empregada por Dom Benelli ele mesmo na carta de 25 de junho de 1976)”, se destrói ela mesma. “A Igreja que afirma tais erros é ao mesmo tempo cismática e herética. Esta Igreja conciliar não é católica. Na medida em que o Papa, os bispos, sacerdotes e fiéis, aderem a esta nova Igreja, eles se separam da Igreja católica. A Igreja hoje em dia é a verdadeira igreja somente na medida onde ela continua e faz corpo com a Igreja de ontem e de sempre. A norma da fé católica é a Tradição. O pedido de Sua Excelência Dom Benelli é então esclarecedor: submissão à Igreja conciliar, à Igreja do Vaticano II, à Igreja cismática.” (Reflexões à propósito da “suspensão a divinis”, 29 de julho de 1976.

Não nos façamos ilusão acreditando que por estes pequenos freios que são dados à direita e a esquerda nos excessos da situação atual, nós assistimos a um retorno completo à Tradição. Isso não é verdade, isso não é verdade. Permanecem sempre os espíritos liberais. São os liberais que comandam Roma e eles permanecem liberais.” (Conferência aos padres, Saint-Nicolas du Chardonnet, 13 de dezembro de 1984).

O cardeal Ratzinger, que passa na mídia como sendo mais ou menos tradicional, ele é de fato um modernista.” (Retiro sacerdotal, Êcone, setembro de 1986).

“Nós tratamos com pessoas que não tem nenhuma noção da Verdade. Doravante, nós seremos constrangidos cada vez mais em agir considerando esta nova Igreja Conciliar como não sendo mais católica.” (Carta à Jean Madiran, 29 de Janeiro de 1986).

Roma perdeu a Fé, meus caros amigos, Roma está na apostasia. Isso não são só palavras, não são palavras ao vento que eu vos digo. Isso é a verdade. Roma está na apostasia. Não se pode ter confiança neste mundo de Roma, ele deixou a Igreja. Eles deixaram a Igreja. Eles deixam a Igreja. Isso é claro, claro, claro.” (Conferência do retiro aos padres, Êcone, 4 de setembro de 1987).

“Agora é o fim! Eles não são da nossa religião. É terminado, eles não são católicos...” (Conferência Êcone, 28 de outubro de 1985).

Não teremos mais nenhuma relação com o Barroux e avisamos todos os nossos fiéis para que não ajudassem mais uma obra que, daqui para frente, está nas mãos de nossos inimigos, dos inimigos de Nosso Senhor e de seu reino universal.” (Carta do18 de agosto de 1988, Conversação com Dom Marcel Lefebvre por Dom Tomás de Aquino, suplemento no boletim do Mosteiro Santa Cruz, 2011).

Não é necessário entrar na “Igreja visível”?

“Ultimamente nos disseram que era necessário que a Tradição entre na Igreja visível. Eu penso que há nisso um erro gravíssimo, gravíssimo. Onde está a Igreja visível? A igreja visível se reconhece pelos sinais que ela sempre deu para sua visibilidade. Ela é una, santa, católica e apostólica. Eu pergunto: onde estão as verdadeiras marcas da Igreja? Elas estão mais na Igreja oficial (não se trata aqui da igreja visível, se trata da igreja oficial) ou conosco, no que nós representamos, no que somos? É evidente que somos nós que guardamos a fé, que desapareceu da Igreja oficial. Um bispo crê em uma coisa, o outro não crê, a fé se diversifica, seus catecismos abomináveis contém heresias. Onde está a unidade da fé em Roma? (Retiro sacerdotal, 9 de setembro de 1988),

“Se colocar no interior da Igreja, o que isso quer dizer? Primeiramente, de qual Igreja se fala? Se é a Igreja conciliar, seria necessário que nós que lutamos contra ela durante vinte anos porque queremos continuar católicos, nós entrássemos nesta Igreja conciliar para que, por assim dizer, a rendêssemos católica. Isso é uma ilusão total. Não são os inferiores que fazem os superiores, mas os superiores que fazem os superiores.” (Entrevista Fideliter, nº70, julho-agosto de 1989).

Não há perigo de cisma em permanecer assim separados?

“O espectro do Cisma uma vez evocado dará medo aos seminaristas e as famílias e provocará a decisão de deixar a Fraternidade, ainda mais que padres, os bispos e Roma oferecem garantias para uma certa tradição. Já se pode fazer uma lista longa daqueles que nos deixaram por estes motivos.” (Carta aos padres pela saída de vários seminaristas do seminário da Argentina, Cor Unum, 16 de julho de 1989).

“A Fraternidade será acusada de exagerar os erros do Vaticano II, de criticar abusivamente os escritos e os atos do Papa e dos bispos, e de se apegar de uma maneira muito rígida aos ritos tradicionais, quer dizer, de ter uma tendência ao sectarismo, que levará um dia ao cisma.” (Carta aos membros da FSSPX, julho de 1989, citado em Sua Excelência Dom Lefebvre, Nossas relações com Roma, O Combate da Fé Católica, nº167, p.299).

É uma prioridade obter um status canônico?

“Então, existem aqueles que estariam prontos a sacrificar, eu diria, o combate da fé, dizendo: Entremos primeiramente na Igreja! Façamos tudo para entrar no quadro oficial, público, da Igreja. Calemos nosso problema dogmático. Calemos nosso combate. [...] Nós vamos entrar assim no interior da Igreja, e uma vez que nós estivermos no interior da Igreja, você vai ver, nós poderemos combater, nós poderemos fazer isso, aquilo... É absolutamente falso! Nós não entramos em um quadro e sob superiores dizendo que se vai tudo balançar logo que estivermos dentro, enquanto eles tem tudo nas mãos para nos parar. Eles tem toda autoridade. O que nos interessa primeiramente é manter a fé católica. É este o nosso combate. Então a questão canônica, puramente exterior, publica na Igreja, é secundária.” (Conferência aos seminaristas de Écône, 21 de dezembro de 1984).

“Mesmo que as mentiras de Roma conciliar são tantas vezes confirmadas pelos fatos, o jogo vale a vela (expressão que quer dizer: continua valer à pena), pois há sempre quem morda o anzol.” (Carta aos padres pela saída de vários seminaristas do seminário da Argentina, Cor Unum, 16 de Julho de 1989).

Deve-se fazer um acordo com Roma?

“Nós dizemos, nós, que, não se pode estar submissos a autoridade eclesiástica e guardar a Tradição. Eles afirmam o contrário. Isso é enganar os fiéis.” “Nós devemos estar livres de compromissos tanto em relação aos ‘sedevacantistas’ quanto em relação àqueles que querem absolutamente estar submissos a autoridade eclesiástica.” “Assim, quando nos colocam a questão de saber quando haverá um acordo com Roma, minha resposta é simples: Quando Roma recoroar Nosso Senhor Jesus Cristo. O dia em que eles reconhecerem, de novo, Nosso Senhor Rei dos povos, das nações, não seremos nós que retornaremos, mas eles que voltarão a Igreja Católica na qual nós sempre permanecemos”. (Conferência dada em Flavigny, dezembro de 1988, Fideliter nº68, março-abril de 1989).
É o fim, eu entendi. Querem nos conduzir de barco, terminado, é o fim, eu não tenho confiança. Eu tinha bem razão de não ter confiança, estão jogando conosco. Eu perdi completamente a confiança. Há uma vontade somente da parte da Santa Sé de querer nos submeter à suas vontades e as suas orientações. É inútil continuar. Nós nos opomos claramente um ao outro. (Conferência de imprensa à Écône, 15 de junho de 1988).
Se nós tivéssemos aceitado, nós estaríamos mortos! Nós não teríamos durado um ano. Teria sido necessário viver em contato com os conciliares [...].Por isso nós salvamos a Fraternidade nos distanciando prudentemente.” “Nós nos perguntamos se nós podíamos continuar esta tentativa, estando assim protegidos: isso se provou impossível. (Recomendações de Monsenhor Lefebvre antes das sagrações, Sal da Terra nº31).
“É um dever estrito para o padre que quer permanecer católico de se separar desta igreja conciliar, enquanto ela não reencontrar o caminho da Tradição do Magistério e da Fé católica”. (Monsenhor Lefebvre, Itinerário Espiritual, Tradiffusion, Bulle, 1991, p.31)
“Nossos verdadeiros fieis, os que compreenderam o problema e que justamente têm nos ajudado a seguir a linha reta e firme da Tradição e da fé, temiam as negociações que eu fiz em Roma. Diziam-me que era perigoso e que perdia tempo. Sim, claro, eu esperei até o último minuto que em Roma testemunhassem um pouco de lealdade. Não podem me cobrar por não ter feito o máximo que podia. Por isso, agora, aos que vêm me dizer: É necessário que você se entenda com Roma, creio que posso lhes dizer que eu fui mais longe do que poderia ter ido.”

“Nós não terminamos de combater. Eu desaparecendo, meus sucessores terão ainda que combater. Mas Deus pode tudo.” (Entrevista, Fideliter nº79,de janeiro-fevereiro de 1991).

O novo direito canônico é aceitável?

“Então, o que nós devemos pensar disso? Bem... é que este direito canônico é inaceitável”. (COSPEC 99B, 14 de março de 1983).
“É com o objetivo de vir em ajuda de Vossa Santidade que nós lançamos um grito de alarme, tornado mais veemente ainda pelos erros do Novo Código de Direito Canônico, para não dizer as heresias, e pelas cerimônias e discursos pela ocasião do quinto centenário do nascimento de Lutero. A medida está cheia.” Carta de NN.EE Dom Lefebvre e de Castro Mayer ao Papa do 21 de Novembro de 1983.

O que pensar da nova profissão de fé imposta a todos os superiores reconhecidos 
canonicamente?

“Os erros do Concílio e suas reformas permanecem a norma oficial consagrada pela profissão de fé do Cardeal Ratzinger de março de 1989.” (Monsenhor Lefebvre, Itinerário Espiritual, p. 10-11)
“A nova profissão de Fé que foi redigida pelo cardeal Ratzinger contém explicitamente a aceitação do Concílio e de suas conseqüências. É o concílio e suas conseqüências que destruíram a Santa Missa, destruíram nossa Fé, que destruíram os catecismos e o reino de Nosso Senhor Jesus Cristo nas sociedades civis. Como nós podemos aceitá-lo! [...] Nós temos que guardar a fé católica, protegê-la por todos os meios.” (Dom Lefebvre, Le Bourget, 19 de novembro de 1989.
“Por exemplo, o fato da profissão de fé que é agora reclamada pelo cardeal Ratzinger depois do começo do ano de 1989. É um fato gravíssimo, pois ele pede a todos aqueles que fazem acordo, ou que poderiam o fazer de fazer uma profissão de fé nos documentos do Concílio e nas reformas pós-conciliares. Para nós é impossível.” “Quando eles dizem que eles não se acovardaram, isso é falso. Eles abriram mão da possibilidade de contrariar Roma. Eles não podem dizer mais nada. Eles devem se calar por causa dos favores que lhes foram dados por Roma. É para eles impossível denunciar os erros da Igreja conciliar”. (Entrevista, Fideliter,nº 79, janeiro-fevereiro 1991).
“Nós permaneceremos fiéis ao juramento antimodernista, juramento que São Pio X nos manda pronunciar. [...] Se nos receberá com o juramento nas mãos, ou então nós permaneceremos o que nós somos [quer dizer sem ser reconhecidos].” (Sermão das ordenações, Écône, 27 de junho de 1989).

Quando os bispos sagrados por Dom Lefebvre ou seus sucessores poderiam colocar seu episcopado nas mãos do papa?

“Eu vos conferirei esta graça, confiando que, sem tardar, a Sé de Pedro será ocupada por um sucessor de Pedro perfeitamente católico, nas mãos do qual vós depositareis a graça de vosso episcopado para que ele a confirme.” (Carta aos futuros Bispos, 29 de agosto de 1987).  

(Texto compilado pelos Padres Dominicanos de Avrillé, com uma pequena adição¹ segundo o original)



sexta-feira, 13 de julho de 2018

AMIGOS E INIMIGOS, pelos Padres Dominicanos de Avrillé

“Adúlteros, não sabeis que a amizade com o mundo é inimiga de Deus? Qualquer que por conseqüência, faz-se amigo deste século, se constitui inimigo de Deus”. São Tiago IV, 4.

Em uma época mais ordinária, nós não abordaríamos temas como este. Nós poderíamos nos dedicar mais abundantemente à expor serenamente a sabedoria teológica e mística de Santo Tomás de Aquino.
Infelizmente, a realidade esta aí, que se impõe: Nós estamos mergulhados em uma terrível crise.
Discípulos de uma filosofia realista, nós não podemos fazer abstração desta situação concreta.

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O concílio Vaticano II sonhou em reconciliar a Igreja com o mundo. É o sonho de todos os liberais. Eles desejam “reconciliar plenamente o cristianismo com o século”, enquanto que os verdadeiros católicos ambicionam “reconciliar a sociedade com Deus”[1].
            Que o Concílio quis esta amizade com o mundo, isso destaca em toda sua história, especialmente do discurso de abertura de João XXIII, declarando que seria necessário cessar os anátemas, e do discurso de encerramento de Paulo VI, explicando: “Uma simpatia sem limites invadiu [o Concílio] todo inteiro. [...] Sua atitude foi claramente e voluntariamente otimista. Uma corrente de afeição e admiração transbordou do Concílio sobre o mundo humano moderno.”
            Mas, procurando a amizade com o mundo, o Concílio tomou o risco de tornar “adúltero” e “inimigo de Deus”. É São Tiago que nos advertiu em sua epístola: “Adúlteros, não sabeis que a amizade com o mundo é inimiga de Deus? Qualquer que por conseqüência, faz-se amigo deste século, se constitui inimigo de Deus”. São Tiago IV, 4[2].

A IGREJA CONCILIAR É UMA IGREJA BASTARDA

O Concílio, por sua amizade com o mundo, tornou-se, segundo a terminologia de São Tiago, um “concílio adúltero”. Desta união adúltera, dizia Dom Lefebvre, nasceram frutos bastardos[3]: nova missa, novos sacramentos, novo catecismo, novo Direito canônico, em uma palavra, A Igreja conciliar.
            A Igreja conciliar existe verdadeiramente: ninguém pode negar a existência de uma nova liturgia fundada sobre a “doutrina do mistério[4]”, do novo catecismo fundado sobre a “nova teologia [5]”, da nova doutrina moral e social fundada sobre os Direitos do homem, etc.

                                 Esta Igreja conciliar é uma Igreja cismática porque ela rompe com a Igreja Católica de sempre. Ela tem seus novos dogmas, seu novo sacerdócio, suas novas instituições, seu novo culto, já condenados pela Igreja em vários documentos oficias e definitivos[6] 
                                               A falsa Igreja conciliar que se mostra entre nós depois do curioso concílio Vaticano II se distancia sensivelmente, de ano em ano, da Igreja fundada por Jesus Cristo. A falsa Igreja pós conciliar, se contradiz cada vez mais à santa Igreja que salva as almas depois de vinte séculos (e por acréscimo ilumina e sustenta a sociedade). A pseudo Igreja em construção se contradiz cada vez mais à Igreja verdadeira, à única Igreja de Cristo, por suas inovações as mais estranhas tanto na constituição hierárquica quanto no ensino e nos costumes [7].
                                               Minha firme e tenaz convicção, tantas vezes sustentada aqui e lá, é que entre a religião católica professada há alguns anos ainda em todo o mundo católico e esta religião abertamente imposta ao século como “nova”, “progressista”, “evoluída”, existe uma diferença de espécie, ou diferença por alteridade. Nós temos então atualmente duas igrejas, governadas e servidas por uma mesma hierarquia: A Igreja católica de sempre, e a Outra [8].

            Sem dúvidas, esta nova Igreja[9] não forma um sistema disjunto da Igreja católica. Ela o é, no início, uma parte doente. Mas pouco a pouco, a doença agravando, numerosos membros desta Igreja deixam o Corpo místico pelo cisma ou pela heresia.

A INIMIZADE É IRRECONCILIÁVEL

São Luis Maria Grignon de Montfort explica bem que a inimizade entre o mundo e a Igreja é “irreconciliável”, pois ela foi estabelecida e formada por Deus: por conseqüência, ela durará e aumentará até o fim. Deus decretou esta inimizade no paraíso terrestre, quando ele disse:

Colocarei uma inimizade entre ti e a mulher, entre tua descendência e a dela. Ela te esmagará a cabeça e tu lhe armarás ciladas ao calcanhar” [Gn 3,15].
Que se queira ou não, há, e haverá sempre uma guerra aqui em baixo entre estas duas raças, aquela dos filhos da Mulher (Nossa Senhora) – e então irmãos de Nosso Senhor Jesus Cristo-, e aquela dos homens que vivem sob a influência do diabo, “o mundo”.
Os primeiros lutam pela oração, pela penitência, pelo testemunho da palavra e das boas obras -  testemunho que pode ir até ao martírio. A isso se une, quando é prudentemente possível, o socorro do braço secular para defender a liberdade da Igreja.
Quanto aos outros, eles lutam como seu pai Satanás, pela mentira e pelo assassinato.
- eles procuram matar os corpos pelas guerras, pelo aborto, a contracepção, a droga, mais ainda as almas envolvendo-as no pecado pela tríplice concupiscência que reina no mundo.
- e quando eles não podem matar, eles operam ao menos por suas mentiras, suas calúnias e todos os artifícios particularmente numerosos e eficazes que oferecem os meios modernos de comunicação.

OS INIMIGOS DE MEUS AMIGOS SÃO MEUS INIMIGOS

É próprio aos amigos, nos diz Santo Tomás de Aquino seguindo Aristóteles, de querer as mesmas coisas, de se entristecer e de se alegrar do mesmo objeto[10]. Diz-se também que um amigo é um outro eu mesmo, um “alter ego[11]”. É o porquê da amizade nos fazer partilhar as amizades e as inimizades de nossos amigos: os amigos de meus amigos serão meus amigos, e os inimigos de meus amigos serão meus inimigos.
            Por conseqüência, se a Igreja conciliar procura a amizade do mundo, ela se constituirá a inimiga “daqueles que o mundo odeia[12]”, quer dizer, dos verdadeiros discípulos de Nosso Senhor, aqueles que são nomeados tradicionalistas.
            Não há nada a se fazer contra essa inimizade querida por Deus. A Igreja conciliar que prega a paz e unidade, que suprime todos os anátemas, tem, entretanto, ela mesma pronunciado a excomunhão contra os tradicionalistas, quer dizer, contra os verdadeiros católicos. Excomunhão certamente inválida, mas que manifesta uma profunda verdade: nós somos inimigos.  
            Alguns, não conhecendo bem a questão, pensam que se deveria ao menos chegar a um acordo, a fazer a paz, a se reconciliar com “Roma”. “Vejam, dizem, este papa tão tradicional sobre a moral, veja o cardeal Ratzinger que defende a missa tradicional, etc.”
            Em realidade, enquanto Roma conciliar mantiver sua amizade com o mundo, nós não nos poderemos “reconciliar”. Mas, no dia onde a Roma conciliar romper sua amizade com o mundo, a Igreja conciliar cessará de existir, e todas as dificuldades entre ela e nós desaparecerão.

AQUELES QUE NÃO ESTÃO CONTRA VÓS, ESTÃO CONVOSCO

Jean Madiran ama [amava] citar a frase do Evangelho: “Aqueles que não estão contra vós, estão convosco[13]”. Ele conclui disso que os tradicionalistas não deveriam criticar os “acordistas”, pois estes últimos, mesmo se eles fazem ato de fidelidade à Roma [conciliar], não estão “contra a Tradição” ( o que se deveria ver de mais perto...).
Mas, na verdade, a frase do Evangelho pressupõe que “aqueles que não estão contra nós” não estão de maneira nenhuma “contra Nosso Senhor”. Ela se aplica a um homem que faz milagres no nome de Nosso Senhor, e que, segundo o que afirma Jesus ele mesmo: “logo, não pode falar mal de mim” (São Marcos 9, 38).
Esse não é o caso dos acordistas. Fazendo-se amigos da Igreja conciliar, eles partilham as amizades e as inimizades: eles tornam-se “amigos do mundo” e então “inimigos de Deus”.
Nós e nem eles não podemos fazer nada diante desta realidade. Até o fim do mundo, isso será assim. Os amigos deste século se farão inimigos de Deus.
A frase do Evangelho não pode se aplicar aos acordistas: sem dúvida, alguns dentre eles não querem ser “contra nós”, mas eles são, de fato, “contra Nosso Senhor”. Como eles poderiam estar “conosco”?
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Pio IX, é necessário lembrar, condenou esta proposição em seu Syllabus:
O pontífice romano pode e deve se reconciliar e acordar-se com o progresso, o liberalismo e a civilização moderna[14]

É contradizendo a Epístola de São Tiago, como a condenação de Pio IX que se estabelece a nova Igreja, a Igreja conciliar. Ela se constitui naqueles que procuram “a amizade com o mundo” e a “reconciliação com a civilização moderna”; como uma doença contagiosa, ela se estende a todos aqueles que se unem a ela.
Contra esses jogos de amizade e inimizade, ninguém pode fazer nada: São leis teológicas[15] .
            O que por outro lado nós podemos – e devemos fazer - , é estudar e trabalhar na aquisição de virtudes cristãs, a fim que, Deus nos ajudando, nós escolhamos o bom campo: aquele da descendência da Mulher e não aquele da descendência da serpente.

Editorial da revista "Sal da Terra", de número 48, pelos Dominicanos de Avrillé. 




  





[1] Assim se resumiu a oposição entre os padres Lacordaire e Jandel: ver Bernard BONVIN, Lacordaire-Jandel, Paris, Cerf, 1989, p. 210.
[2] São Luis Maria Grignon de Montfort, em uma linguagem não menos enérgica, diz que “os amigos do mundo” e os “escravos de Satanás” “são uma mesma coisa” (Tratado da verdadeira devoção, §56).
[3] Sermão da missa do 29 de agosto 1976, à Lille. Dom Lefebvre, Sermões históricos, Paris, Ed. Servir, 2001, p.60.
[4]  Ver “Sal da Terra 45, pág 54 sq. ”
[5] Ver os artigos de M. l’abbé Simoulin no Sal da Terra 5 e 6; O Sal da Terra 5, p. 298 e sq; O Sal da Terra 9, pág 275 et sq.; as recensões dos livros de Dörmann  aparecidos nos números 5, 16, 33 e 46; e passim na revista.
[6] Carta manuscrita fotocopiada, enviada por Dom Lefebvre a seus amigos no dia 29 de julho de 1976 e reproduzida no Sal da Terra 36, p. 10. Outros textos de Dom Lefebvre sobre este tema: ver o editorial do Sal da Terra 29, p.3; e a carta a Jean Madiran citada no Sal da Terra 40, p. 232. – Os padres de Campos (antes do acordo) utilizavam também a expressão : “Igreja conciliar”: ver O Sal da Terra 6, p.119; O Sal da Terra 18, p. 205; e o Sal da Terra 43, p. 192.
[7] P. Roger Thomas CALMEL O.P, “Autoridade e santidade na Igreja”, Itinerários 149, (janeiro 1971), p. 13-19. Reproduzido no Sal da Terra 12 bis, p. 121,125.
[8] Gustavo CORÇÃO, Itinéraires, 223; artigo “A Outra”.
[9] Ver “Nota histórica e doutrinal sobre a Igreja conciliar” no Sal da Terra 1, p. 114. Ver também todo o parágrafo sobre “Jean Madiran e a Igreja Conciliar” no Editorial do Sal da Terra 45, p. 36 e sq. Assim que o Sal da Terra 34, p. 248.
[10] I-II, q. 28, a. 2.
[11] “Amicus, nono Ethicorum, est alter ego, idest amicorum est idem velle e nolle.” (Guillelmi WHEATLEY, Expositio in Boethii De consolatione Philosophie, II, 15 [obra falsamente atribuída a Santo Tomás]). – Ver também Tullius CICERO Contra Salusticum: “Amicorum est, si veri amici fuerint, idem velle ET idem nolle: amicus et enim est alter ego.” Citado em Guillelmi Wheatley, Expositio in Boethii De scholarium disciplina, cap. 4. [Obra falsamente atribuída a Santo Tomás de Aquino].
[12] Ver São João 15, 18-19: “Se o mundo vos odeia, sabei que ele odiou-me primeiro. Se vós fostes do mundo, o mundo vos amaria como sendo seu, mas porque vós não sois do mundo, porque minha escolha vos tirou do mundo, por esta razão, o mundo vos odeia.”
[13] “Qui non est adversum vos, pro vobis est (São Marcos 9,39).
[14] Syllabus, 8 de dezembro 1864, proposição (condenada) nº 80, DS 2980.
[15] O Padre Júlio Meinvielle, no “O Judeu no mistério da história (Buenos-Aires, 1959), expõe “com força a oposição teológica, quer dizer, arranjada por Deus, que deve existir através da história cristã. [...] Isso não é uma inimizade local, ou de sangue, ou de interesses. É uma inimizade disposta por Deus. [...] Esta inimizade deve ser universal, inevitável, e terrível."

sábado, 12 de maio de 2018


Mês de Maio


Mês de Maria
Considerações




Duodécimo dia
Consideração da malícia do cristão
I- O que podeis fazer mais, ó meu Deus, para me salvardes - nem sei dizê-lo. Se me convidais com vozes de misericórdia, peco esperando na vossa bondade; se me fazeis compreender a profundidade da vossa justiça, continuo a pecar desesperando do vosso perdão. Se me enterneceis o coração, vos ofendo; se me repreendeis, vos ofendo. Lavo em lágrimas a imagem do Senhor crucificado, e daqui a poucas horas volto com os meus pecados a abrir suas chagas. Que abismo de malícia este? nem eu o compreendo!

II. O que vos resta a fazer, mais, ó meu Deus, para me salvardes? - vós me fizestes nascer no seio da Santa Igreja Católica; me destes luzes para eu conhecer, inspirações para me mover, graças para resistir às tentações, sacramentos para me fortificar , exemplos para me animar, tribulações para eu me converter. Pequeis, podíeis tomar vingança, e me perdoastes. Contra outros, usastes o rigor da Vossa justiça, para comigo fostes sempre misericordioso. Vós fizestes o possível para me converterdes; eu, pelo contrário, faço o possível para obstinar-me no pecado.  

III. O que vos posso pedir, ó meu Deus, para me salvardes - o vosso sangue? o derramastes até a última gota por mim. A vossa alma? a entregastes a vosso Pai por mim. O vosso corpo? foi crucificado por mim. A vossa carne? está sempre aparelhada para minha refeição espiritual. Nem eu sei o que hei de pedir-vos para eu não pecar mais. Contudo, quando peco, no fundo do coração me queixo sempre de vós. Oh! que louca sou eu, que não entendo que vou lançar-me na perdição somente por minha malícia.

Colóquio
Speculum justitiae, ora pro nobis

A Filha de Maria: Ó minha tenra Mãe, o que quereis que eu faça hoje para vos agradar?

Maria: Minha filha, eu te dou como prática a generosidade em serviço de Deus. Mostra-a na assiduidade em teus exercícios de piedade, na constância em corrigir teus defeitos e suportar as imperfeições do próximo.

Manual das filhas de Maria


quarta-feira, 9 de maio de 2018

Rezemos o Rosário

1964: Os brasileiros rezam o Rosário e Nossa Senhora expulsa o comunismo do Brasil

Em 1964, no Brasil, o presidente João Goulart tentava organizar a passagem de seu país para o comunismo, segundo o modelo de Cuba. Ele conseguira infiltrar tanto os cargos importantes quanto as escolas e universidades da maior parte do país

Todavia, durante quase todo o ano precedente, o Padre Patrick Peyton, da Congregação de Santa Cruz, havia pregado uma cruzada do Rosário, percorrendo o país afim de convencer os fiéis a voltarem-se para Nossa Senhora. O povo se lembra disso no momento de perigo. Os primeiras pessoas a mobilizarem-se foram as mulheres brasileiras, desfilando pelas ruas da cidade rezando o terço. Uma vez, na cidade de Belo Horizonte, elas (em número de três mil) impediram uma conferência de Leonel Brizola, representante de Cuba, invadindo a sala onde ele devia falar; todas elas rezando o Rosário. Ao sair, Brizola encontra as ruas igualmente cheias, a perder de vista, de mulheres em oração. E ele deixa a cidade com, no bolso, um dos discursos mais incendiários de sua carreira… o qual ele não pôde pronunciar.

Em 13 de março, Goulart decreta a mudança da Constituição, a abolição do congresso e a confiscação das indústrias e das fazendas.

Isso desencadeia uma reação por parte das mulheres. O texto seguinte foi propagado em todo o Brasil: “Este país imenso e maravilhoso, com o qual o bom Deus nos presenteou, está num perigo extremo. Nós permitimos que homens de uma ambição sem limites, desprovidos de toda fé cristã e de todo escrúpulo lançassem nosso povo na miséria, destruíssem nossa economia, perturbassem nossa paz social, semeassem o ódio e o desespero. Eles infiltraram nossa nação, nossas administrações, nosso exército, e até nossa Igreja, com os servos de um totalitarismo que nos é estranho e que destruiria tudo o que possuímos. (…) Santa Mãe de Deus, protegei-nos do destino que nos ameaça, e afastai de nós os sofrimentos infligidos às mulheres martirizadas de Cuba, da Polônia, da Hungria e das outras nações reduzidas à escravidão”.

Novas e grandiosas “marchas do terço” foram organizadas em todo o país, das quais participaram homens, mulheres e jovens, enquanto Luiz Carlos Prestes, líder do Partido Comunista Brasileiro, provocava-os, dizendo: “O poder, nós já o temos”.

Mas, pouco a pouco, o presidente se sente pressionado de todas as partes. Os governadores dos estados, os deputados, os generais do exército, um por um, separaram-se dele. No dia 26 de março, para salvar o país, os militares tomam o poder, sem derramar sequer uma gota de sangue. Goulart e os líderes comunistas dos sindicatos fogem.
Em 2 de abril toda a população do Rio e das redondezas estava na rua para uma gigantesca marcha de oração, a qual foi uma apoteose de ação de graças a Nosso Senhor e Nossa Senhora.

Em julho, o Padre Valério Alberton, Promotor das Confrarias Marianas do Brasil1, vai a Fátima agradecer à Santíssima Virgem a salvaguarda de seu país. “Nós vencemos graças a Nossa Senhora do Rosário”, declara ele. “É a mensagem de Fátima, posta em prática no Brasil, o que nos salvou”. […] O repetidos apelos à oração e à penitência, segundo o espírito de Fátima, revivem a fé, que move montanhas, e o impossível se realiza: o milagre de uma guerra vencida sem nenhuma gota de sangue. O comando contrarrevolucionário previa ao menos três meses de luta intensa. Ora, uma força, humanamente falando inexplicável, faz desmoronar, como um castelo de cartas, todo o dispositivo militar, paciente e diabolicamente edificado durante muitos anos. A evidência da graça é tamanha que todos ficam convencidos de que tudo aquilo não tinha explicação humana. Os chefes militares e civis da contrarrevolução são quase unânimes em atribuir esta vitória a uma graça especial da Santíssima Virgem. Muitos declaram que o Rosário foi a arma decisiva” (Voz de Fátima, outubro 1964)2.

Notas:
1 – Durante os acontecimentos, essas confrarias haviam inscritos 200.000 homens e pessoas jovens em seus registros, verdadeiro exército pacífico a serviço de Nossa Senhora.
2 – Estas informações foram recolhidas em um suplemento em “Defense du Foyer”, nº especial de primavera, 1965.
Revista dos Dominicanos de Avrillé: Le Sel de la Terre
Tradução Sr. Renato

Uma recordação importante: Com respeito ao Santo Rosário, a Irmã Lúcia disse em 1957 ao Padre Fuentes: “Olhe, Senhor Padre, a Santíssima Virgem, nestes últimos tempos em que vivemos, deu uma nova eficácia à recitação do Rosário, de tal maneira que não há nenhum problema, por mais difícil que seja, seja ele temporal ou sobretudo espiritual, na vida pessoal de cada um de nós, das nossas famílias, das famílias do mundo ou das comunidades religiosas, ou até da vida dos povos e das nações, que não possa ser resolvido pelo Rosário. Não há problema, digo-lhe, por mais difícil que seja, que não possamos resolver, rezando o Santo Rosário. Com o Santo Rosário salvar-nos-emos , santificar-nos-emos, consolaremos a Nosso Senhor e obteremos a salvação de muitas almas.”